5 coisas que a faculdade de Direito não te ensina.

5 coisas que a faculdade de Direito não te ensina.

As faculdades de Direito, ou melhor, todas as faculdades de uma certa forma, apresentam algumas limitações para sistematizar um currículo que reúna todas as disciplinas e competências necessárias para formar profissionais de excelência. Isso, logicamente, não retira a importância dos cursos superiores, mas deve chamar a atenção para a necessidade de alternativas que preencham lacunas de formação.

Em se tratando do curso de bacharelado em Direito, especificamente, as principais reclamações apontam para o descolamento entre a sala de aula e a realidade do mercado advocatício. Na percepção da maioria dos profissionais, os cursos pecam quando não mobilizam parte da sua jornada curricular para ensinar noções de gestão financeira e marketing jurídico, por exemplo. 

Nesse artigo, vamos pontuar 5 coisas que a faculdade de Direito não ensina e que todo bom advogado deve saber. Boa leitura.

1. Noções de gestão financeira.

Se você não tiver o mínimo de organização para administrar as suas próprias finanças, no final das contas não terá recursos para investir na sua carreira de forma consistente.

Ter noção da gestão financeira não é apenas importante para quem é dono da própria banca de advocacia, mas também para quem é assalariado ou advoga de forma autônoma. Então, anote bem: capital inicial, capital de giro e gestão dos insumos do escritório são temas essenciais para quem pretende empreender, principalmente no Brasil. 

2. Marketing jurídico.

O marketing jurídico é uma estratégia voltada a fortalecer a imagem de advogados e escritórios sem ferir o Código de Ética e Disciplina da OAB. Essa é uma forma de conquistar novos clientes e apresentar os diferenciais competitivos do seu negócio. 

Por diferentes canais de comunicação, como redes sociais, e-mails, blogs e podcasts, já é possível apresentar conteúdo relevante para o seu público, construindo assim pontes entre o cliente e a sua marca. O investimento em presença digital é uma necessidade latente no mundo de hoje, onde as pessoas buscam informações sobre produtos e serviços essencialmente via internet.

3. Relacionamento com o cliente.

Outra competência essencialmente ligada ao mundo do trabalho é o relacionamento com o cliente. Quem pensa em advogar deve se preocupar desde já em aprimorar esse aspecto. Isso porque, mais do que lidar com rotinas jurídicas, é preciso saber gerenciar as expectativas diárias dos clientes. Muitas vezes, os casos e processos defendidos por você transformarão histórias de vida.

Portanto, seja sempre presente, empático e transparente com os seus clientes para que eles confiem em você e saibam o que esperar do seu atendimento. 

4. Relacionamento interpessoal.

O relacionamento interpessoal é mais uma competência que a faculdade de Direito não costuma ensinar.

De fato, trata-se de uma prática bem intuitiva, difícil de ser descrita em um manual ou curso. No entanto, é algo determinante para quem pensa em alçar grandes voos na carreira. Não esqueça que os seus ex-colegas de faculdade, escritório, e dos demais espaços estratégicos pelos quais você passou ao longo da sua trajetória, podem ser determinantes em eventos futuros, como em um novo projeto, negócio ou qualquer outro tipo de parceria.

Por isso, qualifique seu perfil profissional junto a essas pessoas e estabeleça uma relação de cordialidade e cooperação para ser sempre lembrado.

5. Iniciativas de inovação.

O ambiente acadêmico é marcado por um certo tradicionalismo, que pode ser percebido no formato das aulas.
A maioria das instituições seguem uma mesma cartilha composta por aulas muito expositivas e com participação pouco efetiva dos alunos durante os encontros.

Esse é um dos principais fatores que frustram as iniciativas de inovação ou que permitem que elas se desenvolvam no ambiente da graduação. E, como bem sabemos, a inovação é um atributo amplamente exigido pelo atual mercado de trabalho. Portanto, fique atento as novidades da sua área quando começar a atuar profissionalmente e nunca deixe de propor e buscar inovações estratégicas.

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