Você já ouviu falar em Legal Design?

legal design

Assim como a forma de advogar já não é mais a mesma, o cliente também busca novas soluções quando contrata serviços jurídicos. Porém, será que seu escritório está pronto para oferecê-los? O Legal Design é uma abordagem nova criada nos Estados Unidos que visa repensar a forma de oferecer produtos e serviços no mercado jurídico, usando o design thinking.

Nos últimos anos o mercado jurídico vem passando por inúmeras transformações. Se há cerca de dez anos um advogado nem sequer sonhava em peticionar em um processo sem ir ao fórum, hoje ele nem precisa sair mais do seu escritório para isso. O impacto da tecnologia no mercado jurídico é grande e, justamente por isso, o advogado precisa não apenas rever seu modo de operar como também a maneira como oferece seus serviços.

Saiba mais como funciona o Legal Design e como ele vem promovendo inovação e novas soluções para o mercado jurídico!  

O que é Legal Design?

Legal Design é a aplicação do design thinking ao mercado jurídico com o objetivo de fomentar a inovação. O design thinking é uma abordagem conhecida de muitos empreendedores, que busca solução de problemas de forma coletiva e colaborativa em uma perspectiva de máxima empatia com os interessados, ou seja, os consumidores.

A aplicação do design thinking ao mercado jurídico surgiu a partir de iniciativa da Stanford Law School e d.school nos Estados Unidos. O Legal Design Lab surgiu para criar através do design, da tecnologia e do Direito produtos e serviços jurídicos que sejam centrados no oferecimento de soluções ao cliente.

Hoje o laboratório é formado por estudantes de Direito e profissionais da área jurídica, que reúnem teoria e prática, com o objetivo de criar soluções para o mercado. O laboratório de legal design funciona em quatro frentes, quais sejam:

– Inovação na Justiça: Por meio dessa frente de trabalho, os participantes estudam formas mais eficientes e amigáveis de promover o acesso à Justiça, bem como, melhorar o provimento jurisdicional a quem faz uso dos Tribunais.

– Uso da internet para melhores serviços jurídicos: Através dessa frente de trabalho, estudantes e profissionais buscam criar soluções através da internet que melhorem a qualidade e a acessibilidade aos serviços jurídicos.

– Comunicação jurídica: A comunicação é um aspecto cada vez mais relevante no mercado jurídico. Tanto que o juridiquês e a forma de se comunicar com o cliente vem sendo revista. A formalidade deu o tom do mercado jurídico em diferentes culturas e hoje é preciso promover a aproximação e o engajamento do cliente através da comunicação. Esse é outro ponto estudado pelo laboratório de legal design.

– Novos modelos para organizações jurídicas: nessa frente de trabalho, estudantes e profissionais estudam novas maneiras de transformar a cultura, seja nos escritórios seja nas organizações, para que esses sistemas fiquem mais ágeis e eficientes.

Embora o trabalho do laboratório seja único e inovador, nada impede que ele sirva de inspiração para outros projetos que queiram aplicar o design thinking ao universo jurídico.

O design thinking

O design thinking, como explicamos, é uma abordagem que busca criar soluções de forma colaborativa. Esse tipo de abordagem envolve um processo que busca mapear a experiência cultural, a visão e os recursos usados pelos indivíduos com o objetivo de identificar barreiras, adversidades ou alternativas de melhoria, considerando sempre a existência de um problema.

O design thinking não se apropria de fórmulas. Ele se baseia exclusivamente nas necessidades do consumidor e usa uma abordagem humana para o desenvolvimento de soluções.

Legal Design no Brasil

A abordagem do design thinking pode ser utilizada para inúmeras áreas, incluindo o Direito. Embora não existam iniciativas similares no Brasil como o Design Legal Lab, nada impede que estudantes e profissionais do Direito usem essa abordagem somada aos seus conhecimentos com o objetivo de criar soluções para o mercado brasileiro. Assim como em qualquer mercado, no Brasil também é necessário buscar soluções focadas na percepção cultural do país e do consumidor nacional.

Vale a pena se inspirar na iniciativa norte americana e investir em novas soluções para o mercado jurídico nacional.

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